sábado, 28 de dezembro de 2013

ESPAÇOS CONFINADOS - PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS COM POEIRAS EM SUSPENÇÃO

Nesta postagem procuramos enfocar as principais causas dos acidentes e explosões que acontecem com poeiras em suspenção, e ou acumulada em ambientes confinados ao longo do tempo, daremos também destaque as medidas de proteção para se evitar esse tipo de acidente.

Os silos e os armazéns são construções indispensáveis ao armazenamento da produção agrícola e influem decisivamente na sua qualidade e preço. Entretanto, por sua dimensão e complexidade, podem ser fonte de vários e graves acidentes do trabalho. Por serem os silos locais fechados, enclausurados, perigosos e traiçoeiros, são conhecidos como espaços confinados e são objeto da NR33 - Espaços Confinados, da NBR 14.787 da ABNT e de alguns itens da NR 18 - Construção Civil do MTE. A Revista Proteção (N.181, janeiro de 2007, p.63) apresenta um excelente artigo de Ary de Sá (Eng.de Seg. e especialista em ventilação industrial e controle de riscos ambientais com poeiras explosiva) intitulado Efeito devastador, sobre explosões em locais onde existe muita poeira acumulada.
Essas explosões ocorrem frequentemente em instalações agrícolas ou industriais onde são processados:
a) farinhas = de trigo, milho, soja, cereais, etc.; e
b) particulados = acúcar, arroz, chá, cacau, couro, carvão, madeira, enxofre, magnésio, eletrometal (ligas), etc.

O milho é considerado um dos grãos mais voláteis e perigosos, embora toda poeira de grãos possa ser tida como MUITO PERIGOSA. Na Agricultura, existem ainda os chamados espaços confinados móveis: os tanques que são levados para o campo, onde são armazenados os agrotóxicos usados na lavoura; e os caminhões-tanque 


Vejamos alguns dos riscos dos acidentes em Silos e Armazéns agrícolas:

  •   1 - explosões;
  •   2 - problemas ergonômicos;
  •   3 - lesões do trato respiratório (poeiras) e do globo ocular;
  •   4 - riscos físicos (ruído, iluminação, umidade, vibrações, etc.); e
  •   5 - acidentes em geral (quedas, sufocamento, etc.). 
                                                 RISCOS DE EXPLOSÕES
As indústrias que processam produtos alimentícios e as unidades armazenadoras de grãos, apresentam alto potencial de risco de incêndios e explosões, pois o trabalho nessas unidades consiste basicamente em receber os produtos, armazenar, transportar e descarregar. O processo inicia com a chegada dos caminhões graneleiros e ao descarregar seu produto nas moegas, produzem uma enorme núvem de poeira, em condições e concentrações propícias a uma explosão.
explosão
O acúmulo de poeiras no local de O acúmulo de poeiras no local de trabalho, depositada nos pisos, elevadores, túneis e transportadores, apresentam um risco de incêndio muito grande. Isso ocorre quando, uma superfície de poeira de grãos é aquecida até o ponto de liberação de gases de combustão que, com o auxílio de uma fonte de ignição com energia, dá início ao incêndio. Além disso, a decomposição de grãos pode gerar vapores inflamáveis; se a umidade do grão for superior a 20%, poderá gerar metanol, propanol ou butanol. Os gases metano e etano, também produzidos pela decomposição de grãos, são igualmente inflamáveis e podem gerar explosões.
A poeira depositada ao longo do tempo, quando agitada ou colocada em suspensão e na presença de uma chama, poderá explodir, causando vibrações subsequentes pela onda de choque; isto fará com que mais pó depositado no ambiente entre em suspensão e mais explosões aconteçam. Cada qual mais devastadora que a anterior, causando prejuizos irreversíveis ao patrimônio, paradas no processo produtivo e o pior, vidas humanas são ceifadas ou ficam permanentemente incapacitadas para o traba
medidor
Para o trabalho em espaços confinados, existem pequenos aparelhos (como o da foto ao lado) que indicam a concentração de gases perigosos no interior dos silos (e demais espaços confinados), que dão segurança ao operário que vai adentrar esse recinto.
Há umas poucas REGRAS BÁSICAS a observar para ver se uma determinada poeira apresenta RISCO DE EXPLOSÃO:
> a poeira deve ser combustível;
> ela deve ser capaz de permanecer em suspensão no ar;
> deve ter um arranjo e tamanho passível de propagar a chama;
> a concentração da poeira deve estar dentro da faixa explosiva;
> uma fonte de ignição com energia suficiente deve estar presente; e
> a atmosfera deve conter oxigênio suficiente para suportar e sustentar a combustão.
Se todas essas condições estiverem presentes, pode ocorrer a explosão da poeira. A melhor maneira de evitá-la é anular a maior parte dessas pré-condições.

PARÂMETROS CRÍTICOS PARA A EXPLOSÃO DE POEIRAS


  1.   tamanho da partícula: < 0,1 mm;
  2.   concentração da poeira: 40 a 4.000 g/m3;
  3.   teor de umidade do grão: <11 %;
  4.   índice de oxigênio no ar: > 12%;
  5.   energia de ignição: > 10 a 100 mJ (mega Joule); e
  6.   temperatura de ignição: 410 a 600oC.
ignição
Outras temperaturas de ignição da núvem, adotadas nos EUA (NFPA, Revista Proteção N.181) para poeiras agrícolas, em graus centígrados (oC) são:
> açúcar em pó = 400
> amido de milho = 350
> arroz = 450
> cacau 19% gordura = 240
> café instantâneo = 350
> café torrado = 270
> canela = 230
> casca de amêndoa = 210
> casca de amendoim = 210
> casca de arroz = 220
> casca de coco = 220
> casca de noz de cacau = 370
> casca de semente de pêssego = 210
> casca de noz preta = 220
> celoluse = 270; e
> celulose alfa = 300


PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES

Para diminuir o risco de explosões, deve-se:

1 - proceder à limpeza frequente do local;
2 - evitar fontes de ignição (solda, fumo, etc.);
3 - manutenção periódica dos equipamentos;
4 - peças girantes devem trabalhar sem pó;
5 - instalar bom sistema de aterramento (eletricidade estática);
6 -nunca varrer o armazém; usar o aspirador de pó;
7 - equipar elevadores, balanças e coletores de alívios contra pressões;
8 - usar sistemas corta-fogo em dutos de transporte, e outros;
9 - cuidados com ventiladores e peças girantes (faíscas); e
10 - manter umidade do local => 50% (ambiente sêco é explosivo).

Recomenda-se, sempre que possível, a VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA, que é a solução ideal. Ela tem como objetivo principal a proteção da saúde do trabalhador, uma vez que capta os poluentes da fonte, antes que os mesmos se dispersem no ar do ambiente de trabalho, ou seja, antes que atinjam a zona de respiração do trabalhador. Os sistemas de controle de particulados para a atmosfera, são compostos basicamente de:
> captores no ponto de entrada ou de captação;
> dutos para o transporte do produto granulado;
> ventiladores industriais para mover os gases; e

> equipamentos de coleta de poeiras (filtros, ciclones, lavadores e outros).

máscara
Alguns fumigantes contêm produtos inflamáveis: dissulfeto de carbono, dicloreto de etileno, fosfina e outros. Fumigantes e pesticidas são um risco habitual para os trabalhadores das unidades armazenadoras de grãos. Normalmente implicam na exposição ao tetracloreto de carbono, dissulfeto de carbono, dibrometano, fosfeto de alumínio e dióxido de enxofre, todos potencialmente perigosos. A foto acima mostra o EPI (máscara) indicado para gases.
A maior parte dos acidentes ocorre nas regiões em que a umidade relativa do ar atinge valores inferiores a 50%, e onde se armazenam produtos de risco como: trigo, milho e soja, ricos em óleos inflamáveis.
Problemas ergonômicos
Os problemas ergonômicos, normalmente, estão associados às reduzidas dimensões do acesso ao espaço confinado (exigindo contorsões do corpo, o uso das mãos e dificultando o resgate em caso de acidente) e ao transporte de grãos ensacados. São eles:
  1.   portinhola de acesso;
  2.   agressões à coluna vertebral;
  3.   lombalgias;
  4.   torções; e
  5.   esmagamento de discos da vértebra.
acessoA figura ao lado mostra um operário entrando num espaço confinado. A seção transversal, normalmente, é circular mas a da foto é quadrada. Observe que ele leva, pendurado no pescoço, um instrumento para verificar a existência e a concentração de gases perigosos no interior do recinto. O aparelhinho é mostrado em detalhes, à direita. Porta, também, o indispensável capacete e luvas.
A figura esquemática abaixo mostra a forma errada (ou não ergonômica) de levantar peso, à esquerda e a forma correta, à direita.
coluna.gif
Da mesma forma, para transportar sacos...
coluna2.gif

Problemas com os pulmões e os olhos
Alguns grãos armazenados, como o arroz em casca, desprendem uma poeira que pode causar lesão aos olhos ou dificuldades respiratórias.
A soja, por ser uma planta de porte baixo, ao ser colhida com colheitadeira, leva consigo muita terra. Assim, ao ser armazenada, ao movimentar-se, desprende essa poeira, que pode provocar uma doença terrivel chamada silicose ou o empedramento dos pulmões.
Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI's recomendados são:
a) máscaras contra poeiras; e
b) óculos de segurança.

Riscos físicos (ruídos, iluminação, etc.)
Além dos riscos físicos já relacionados anteriormente, juntam-se: a falta de aterramento de motores, o uso de lâmpadas inadequadas e a temível eletricidade estática.
Os EPI's recomendados são:
a) protetores auriculares;
b) óculos ray-ban (para raios ultravioletas) nas fornalhas à lenha; e
c) capacete de segurança.

Acidentes em geral


silos após explosão
Vários tipos de acidente podem acontecer com os trabalhadores de silos e armazéns. Nos silos grandes, como o do croqui abaixo, quando o operário entrar sozinho no seu interior e tentar andar sem o cinto de segurança sobre a superfície dos grãos, aparentemente firmes. Na figura ao lado, pode-se ver o que restou de uma bateria de silos de concreto, após uma explosão em cadeia, que causou prejuizos de monta ao patrimônio.
silo5.gif

equipamento de descida
O interior de um silo é um ambiente hostil. Há necessidade que a pessoa designada para executar qualquer tarefa em seu interior esteja devidamente treinada, orientada quanto aos riscos de acidentes e com boa saúde. Antes de entrar num silo para executar qualquer tarefa, recomenda-se que:

  1. O operário nunca entre sozinho num silo;
  2. Use equipamento de descida (como o da foto menor ao lado);
  3. Tenha permissão prévia do seu superior;
  4. Verifique se há gases e poeiras perigosas;

comunicação
Sempre que houver necessidade, pode-se lançar mão de aparelhos de comunicação, como o da foto, seja para transmitir orientações por alguém que esteja do lado de fora do silo, como quando obstáculos físicos impeçam a sinalização visual entre parceiros.
respirador
Nos casos em que foi constatado previamente (pelo detector de gases mostrado acima) que a atmosfera no interior do silo está pobre em oxigênio, pode-se utilizar o equipamento portátil ao lado, fabricado para esse fim.
ventilação
Em casos extremos, poderíamos utilizar um equipamento externo que fornecesse oxigênio, através da ventilação forçada, com a mangueira que aparece na imagem ao lado.
Sérios acidentes também podem ocorrer no sistema transportador de grãos dos silos (a rosca sem-fim) que, por ser um elemento girante, é muito perigoso.
Equipamentos de Proteção
A Revista Proteção (N.158, fev./05), que trás como reportagem de capa os ESPAÇOS CONFINADOS, relaciona os equipamentos de proteção individual (EPIs), equipamentos de proteção coletiva (EPCs) e instrumentos mais usados no Brasil para prevenir os acidentes nesses locais. Confira a relação:
EPIs:
  1. Capacete com jugular
  2. Luvas (PVC ou raspa)
  3. Trava-quedas e acessórios
  4. Botas de segurança
  5. Óculos de segurança

EPCs:
  1. Ventilador/insuflador de ar
  2. Rádio para comunicação
  3. Tripé
  4. Detector de gases e/ou poeiras
  5. Lanternas apropriadas
  6. Sistema autônomo com peça facial

Instrumentação:
  1. Detector de gases
  2. Cromatógrafo
  3. Explosímetro 
FONTE DE PESQUISA: UFRJ 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

RESGATE HISTÓRICO - DR. EDSON DE BARROS HATEM - GENERAL DE BATALHAS NA PREVENÇÃO CONTRA OS ACIDENTES DE TRABALHO

 Queridos alunos, é costume se dizer que o homem é eterno quando o seu trabalho permanece, nesta nossa postagem estarei apresentando a vocês o nosso grande e supremo comandante na prevenção de Acidentes do Trabalho no Estado de Pernambuco, esta lembrança foi tirada do fundo do Baú, para que todos saibam quem foi, e conheçam o trabalho dessa excepcional criatura que foi o Dr Edson Barros Hatem Médico do Trabalho, um do responsáveis pela implantação dos programas organizacionais em Segurança do trabalho no Brasil, tendo seu start inicial sido feito aqui em nosso estado na Rua Djalma Farias na Fundacentro o Dr Edson ,  muito  conhecido pelos primeiros Técnicos formados naquela regional,foi o responsável pela formação profissional de todos os Técnico em Segurança do Trabalho, e Engenheiros de Segurança do estado de Pernambuco na década de 80.
O que eu quero dizer a vocês de uma maneira simplificada , e se hoje vocês tem a oportunidade de colar grau como Técnico em Segurança do Trabalho, isso reconhecidamente se deve em parte ao grande esforço do nosso querido e inesquecivel amigo Dr. Edson, responsável por minha formação profissional e de muitos outros Técnicos e Engenheiros de Segurança do Trabalho.

 OBRIGADO, DR. EDSON DE BARROS HATEM, NOS CORAÇÕES DE SEUS ALUNOS VOCÊ SERÁ ETERNO POIS A SUA OBRA PERMANECERÁ.


                
 PARA CONHECER MAIS O TRABALHO  DO DR EDSON ACESSE O LINK:http://www.fundacentro.gov.br/resgate-historico/edson-barros-hate





sábado, 21 de dezembro de 2013

VISITA TÉCNICA A YORGOS AMBIENTAL


TRIPÉ UTILIZADO PARA FAZER RESGATES EM
ESPAÇOS CONFINADOS
MODELO COM EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS
PARA FAZER RESGATES EM ATMOSFERA DE RISCOS  IPVS

EQUIPAMENTO DE INSULFLAÇÃO DE AR UTILIZADO
EM LOCAIS DE ESPAÇOS CONFINADOS


TRIPÉ UTILIZADO PARA RESGATE EM ESPAÇOS
CONFINADOS

O Professor Belarmino, fez uma visita técnica a Yorgos ambiental , empresa direcionada para o seguimento de segurança do Trabalho, atuando especialmente em tecnologia de detecção de gases em espaços confinados. A visita foi enriquecedora, pois podemos observar uma imensidão de tipos de aparelhos utilizados na detecção de gases, proteção respiratórias, auditiva, altura,visual , mãos, pés.
Com presença marcante em diversas feiras a empresa Yorgos ambiental vem se consolidando como uma empresa séria, e lider em seus segmentos.

Tendo sido recebido pela consultora, Srª Ivete Moraes, que lhe deu um grande esclarecimentos sobre os seguimentos de atuação da empresa, e tendo sido feito um pre-agendamento para o próximo ano, possivelmente no mês de março, de uma palestra educativa com workshop a ser realizada na Escola Técnica Professor Luiz Dias Lins, na cidade de Escada, aos alunos do curso de Formação de Técnicos em Segurança do Trabalho, sobre detecção de gases. O professor tendo observado a boa estrutura administrativa da empresa e sua cultura organizacional, faz a sua recomendação para que em parte os equipamentos destinados ao laboratório de segurança do trabalho da escola , venha a ser adquiridos na referida empresa, em virtude da mesma dispor de assistência técnica no Estado, com laboratório altamente especializado e equipado, o que nos traz a segurança de termos nossos equipamentos sempre em perfeito estado de funcionamento. 
  

ASPECTO DA SALA DE TREINAMENTO  DA
YORGOS AMBIENTAL


para conhecer um pouco mais sobre a yorgos ambiental acesse o link:www.yorgos.com.br

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

NR -35 TRABALHO EM ALTURAS - TREINAMENTO

 CAPACITAÇÃO DOS TRABALHADORES É RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR

TREINAMENTO EM ALTURAS DEVE TER A CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE 8 HORAS



De acordo com a norma, "é dever do empregador promover programa para capacitação dos trabalhadores para realização do trabalho em altura". Com carga mínima de oito horas, o treinamento, teórico e prático, deve incluir apresentação das normas e regulamentos, análise de risco, sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva, equipamentos de proteção individual, acidentes típicos e condutas em situação de emergência, incluindo noções de resgate e primeiros socorros. Com o objetivo de garantir a segurança e a saúde dos trabalhos envolvidos direta ou indiretamente com a atividade realizada em altura, o texto envolve o planejamento, a organização e a execução para todo tipo de trabalho realizado acima de 2 m do nível inferior.
O texto estabelece como de responsabilidade do empregador medidas como assegurar a avaliação prévia das condições do local de trabalho em altura, garantir informações sobre riscos e medidas de controle aos trabalhadores e organizar e arquivar a documentação prevista na norma. Enquanto isso, segundo o documento, cabe aos trabalhadores cumprir com as disposições legais da normativa, interromper suas atividades quando detectado risco grave e iminente e zelar pela segurança e saúde de outras pessoas que possam ser afetadas pelas suas ações.
A NR 35 estabelece os requisitos mínimos e medidas de proteção para o trabalho em altura. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a queda dos trabalhadores de diferentes níveis é uma das principais causas de acidentes de trabalho graves ou fatais. A norma foi concebida de modo a contemplar aspectos da gestão de segurança e saúde no trabalho para todas as atividades desenvolvidas em altura com risco de queda.
Para acessar a NR 35 na íntegra clic no link abaixo 


 .O MTE, disponibiliza também o manual de auxilio na interpretação e aplicação da norma NR - 35 Trabalho em altura, para conhecelo clic no 

NR -3 ATUALIZADA E COMENTADA PERGUNTAS E RESPOSTAS

Em que diplomas legais se baseiam o embargo ou interdição?
- Na CLT, Artigo 161;
- Na Portaria 199/2011(NR 3);
- Na Portaria 40/2010(disciplina os procedimentos de embargo e interdição).
Quem tem a competência para impor o embargo ou interdição?
- O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, à vista de laudo técnico.
Entretanto, hoje essa competência, para impor ou levantar a paralisação dos serviços, está sendo delegada aos AFTs (Auditores Fiscais do Trabalho) pela Portaria 40/2010 do MTE (competência delegada).
O que determina a aplicação imediata dessas medidas de urgência, de segurança pública?
- Situação de grave e iminente risco para o trabalhador.
Caracterize grave e iminente risco.
- É toda condição ou situação de trabalho que possa acarretar lesão grave à integridade do obreiro.
Sindicato pode requerer à SRTE embargo de uma obra ou interdição dum estabelecimento?
- Requerentes: o sindicato, o setor competente da SRTE ou o AFT.
O que é embargo ou interdição?
- É paralisação de serviços, quer numa obra ou parte dela (embargo total ou parcial), quer num estabelecimento ou parte dele (interdição total ou parcial).
Dê um exemplo de embargo parcial.
- Paralisar as atividades na 3ª laje de um prédio em construção, por não apresentar proteção das periferias da laje contra quedas de pessoas e materiais (risco de queda, graves ferimentos).
Dê um exemplo de interdição parcial.
- Paralisar um setor de prensas mecânicas de um estabelecimento que não se apresentam com aterramento das instalações elétricas, nem proteção da zona de prensagem (risco de choque elétrico e de mutilação de membros superiores).
O setor com atividades paralisadas pode desenvolver algum tipo de atividade?
- Sim, apenas as atividades necessárias à correção da situação de grave e iminente risco.
Qual o prazo para o empregador interpor recurso contra embargo ou interdição?
- O prazo é de dez dias corridos.
A quem deve ser dirigido o recurso e onde deve ser protocolizado?
Dirigido - À Coordenação Geral de Recursos (CGR) da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).
Protocolizado – na SRTE ou GRTE mais próxima.
O recurso interposto pela empresa tem efeito suspensivo?
- Não, apenas terá efeito suspensivo se a SIT o conceder (facultativo).
Empresa teve uma máquina interditada durante a ação fiscal, mas continuou usando essa máquina.
Que punição pode sofrer?
- Responder criminalmente por desobediência e ser autuada por infração à Portaria 3214/78 do MTE.
Será denunciada ao Ministério Público do Trabalho e à Autoridade Policial.
Durante o embargo ou interdição os salários dos empregados podem ser descontados?
- Os empregados devem receber os salários como se estivessem em efetivo exercício.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

RESUMO DA AULA DO DIA 13 / 12 NR - 23 INSPEÇÃO EM EXTINTORES DE INCÊNDIO


NR - 23 INSPEÇÃO EM EXTINTORES DE INCÊNDIO

CONSISTE EM VERIFICAR


a) Se o extintor é adequado a classe e risco do fogo;
b) Local adequado do extintor;
c) Instalação adequada – altura;
d) Se o local onde o extintor esta instalado está obstruído;
e) Sinalização adequada do extintor, setas indicativas e área pintada no piso conforme item 23.17.2 e 23.17.3;
f) Necessidade de manutenção, indicar de forma clara;
g) Visualmente se todos os itens aparentes que compõe os extintores de incêndio estão em perfeitas condições de uso (código de reparos), seguindo sempre as orientações contidas no catálogo técnico dos fabricantes (componentes originais).
A freqüência de inspeção em todos os tipos de extintores de incêndio deve ser no mínimo mensal, sob a responsabilidade do proprietário dos extintores.
Todo extintor deve possuir uma ficha de identificação para controle de registros das inspeções contendo no mínimo os seguintes itens:

a) Identificação do proprietário do extintor:
Nome do proprietário
Endereço completo
b) Identificação completa do extintor:
Sigla ou nome do fabricante
Mês e ano de fabricação
Código/patrimônio
c) Histórico
Data da realização da inspeção
Número do selo do INMETRO existente
Declinar de forma clara o nível de manutenção a ser executado, quando necessária
Código de reparos a serem efetuados por empresa habilitadas (certificadas pelo INMETRO)
Nome do responsável pela inspeção
Assinatura do executante
DETALHE DO LACRE  DE EXTINTOR





DETALHES DA VALVULA DE SEGURANÇA DO EXTINTOR DE PÓ



SÊLO DE CETIFICAÇÃO DO INMETRO CONTENDO O ANO E MÊS DA RECARGA DO EXTINTOR






SÊLO DE CERTIFICAÇÃO DO INMETRO











PALESTRA EDUCATIVA MINISTRADA PELO PROFº BELARMINO NO CLUBE DOS PROFISSIONAIS DA FERREIRA COSTA


Professor Belarmino , realiza ciclo de palestras educativas no Clube do Profissional da Ferreira Costa  juntamente com o Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho, sobre os principais riscos de acidentes na Indústria da Construção civil

a

domingo, 15 de dezembro de 2013

OPERÁRIO MORRE EM REFORMA DE PRÉDIO EM BOA VIAGEM ( RECIFE ), ACIDENTE OCORRIDO EM 12 /12 /2013

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/12/policia-civil-
investiga-morte-de-operario-que-caiu-de-predio-no-recife.html

OBS:   CLICK NO LINK ACIMA E VEJA A REPORTAGEM DESTE ACIDENTE DE TRABALHO REFLITAM SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DO MESMO PARA A EMPRESA E A FAMILIA DO ACIDENTADO.

FAÇAM UMA ANÁLISE DESTE ACIDENTE COM BASE NA NR - 18  ( CONDIÇÕES E  MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL. ITEM 18.15 A
18.15.3.2  )


QUAL A IMPORTÂNCIA QUE VOÇE DÁ A PROFISSÃO DE TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO



RESPONDA A ENQUETE ELABORADA  PELO PROFº BELARMINO

Nossa pretenção com este trabalho é o de contribuir para com o exercício pleno da profissão, na busca de resultados satisfatórios, valorização desta tão importante atividade profissional, tendo como resultado final e decisivo a promoção da preservação da saúde,segurança e da integridade física dos trabalhadores e, consequentemente a busca da melhoria das condições e meio ambiente de trabalho.
Parabéns a você que escolheu essa profissão da qual nos orgulhamos em fazer parte, representando o que é de mais digno no respeito pela vida, e pelo ser humano. A cada acidente que evitamos, ou situações de riscos que controlamos ou eliminamos, direta ou indiretamente, será uma recompensa do nosso sacrifício nas horas difíceis e servirão para nossa permanente motivação profissional.



(       )  Sou indiferente
(       )  Fiz o curso porque é profissão da moda
(       )  Não Pretendo exercer a profissão 
(       )   Não gosto de trabalhar com pessoas
(       )  Quero ser um bom profissional
(       )  Gosto de Trabalhar com pessoas

OBS:   Esta enquete foi elaborada para os alunos do curso profissionalizante de Técnico em Segurança do Trabalho da Escola Estadual Profº Luiz Dias Lins, é importante a participação de todos. a votação deverá ser feita no link abaixo da arvore de natal.


ATUALIDADES SOBRE SEGURANÇA NO TRABALHO, MODIFICAÇÕES NAS NRS , 34,31,29,22,21 E 07















PREZADOS ALUNOS TEMOS MODIFICAÇÕES NAS SEGUINTES NRS 34,31,29,22,12 e 07
ACESSEM O LINK E CONFIRAM AS MUDANÇAS OCORRIDAS, A PUBLICAÇÃO FOI NO DIA  11/ 12 / 2013 :http://portal.mte.gov.br/legislacao/2013-1.htm

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

RESUMO DA AULA DO DIA 06 / 11 TIPOS DE EXTINTORES, AGENTES EXTINTORES E MODO DE UTILIZAR



TIPOS DE EXTINTORES DE INCÊNDIOS, AGENTES EXTINTORES E MODO DE UTILIZAR
EXTINTOR DE ÁGUA

A água é o material mais conhecido para apagar incêndios e é um dos mais eficazes, mas pode ser perigosa quando usada em uma situação errada.um extintor dUe àgua consegue apagar o fogo em materiais como madeira, papel ou papelão, mas não funciona em incêndios elétricos ou naqueles que envolvam líquidos inflamáveis (em inglês) . No caso de um incêndio elétrico, a água pode conduzir a corrente, o que pode causar eletrocução. A água só irá espalhar um líquido inflamável, o que irá piorar o incêndio




EXTINTOR DE CO2

Indicado para incêndios de classe C (equipamento elétrico energizado), por não ser condutor de eletricidade. Pode ser usado também em incêndios de classes A e B.
Outro material popular que elimina fogo é o dióxido de carbono puro. Num extintor dedióxido de carbono, este material é mantido sob pressão, em forma líquida, dentro do cilindro. Quando o container é aberto, o dióxido de carbono se expande para formar um gás. Este gás é mais pesado do que o oxigênio, então ele elimina o oxigênio que está ao redor do combustível em chamas. Este tipo de extintor  é comum em restaurantes porque não contamina os equipamentos da cozinha nem a comida, sendo também muito utilizado em centrais telefônicas









EXTINTOR DE PÓ QUIMICO



Indicado para incêndio de classe B (líquido inflamáveis). Age por abafamento. Pode ser usado também em incêndios de classes A e C.
 
É o mais indicado para ação em materiais da classe “B” (líquidos inflamáveis), mas também pode ser usado em materiais classe “A” e, em último caso, na classe “C”. Age por abafamento, isolando o oxigênio e liberando gás carbônico assim que entra em contato com o fogo.
Indicação
Utilizado contra incêndios relacionados a Líquidos Inflamáveis, Gases Inflamáveis e Rede Elétrica de Alta Tensão.
Capacidades
1, 2, 4, 6, 8, 12, 20, 50 e 100kg.
Procedimentos para uso
- Retirar o pino de segurança;
- Empunhar a pistola difusora;
- E atacar o fogo acionando o gatilho.




                   EXTINTOR PARA FOGO CLASSE D
  
Classe D
        É a classe de incêndio em que o combustível são metais pirofóricos, como magnésio, selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio, urânio e zircônio. Queima em altas temperaturas. Para apagá-lo, você necessita de pós especiais, que separam o incêndio do ar atmosférico pelo abafament




  CUIDADOS GERAIS COM OS EXTINTORES DE INCÊNDIOS
                                  
MANUTENÇÃO

Os extintores de gás carbônico devem ser inspecionados semestralmente, os demais anualmente;
• Quando o extintor de incêndio estiver submetido á ação do tempo e á condições agressivas, merecem atenção especial quanto aos prazos para inspeção mencionada no item anterior, que podem ser reduzidos em razão do estado em que o extintor se apresentar;
• Não permita que pessoas e empresa não habilitadas inspecionem seu extintor exija da empresa que fará a manutenção, extintores substitutos para deixar no local , garantindo sua segurança e a do seu patrimônios, também, a ordem de serviço devidamente preenchida e assinada pelo técnico responsável .assim como a relação das peças trocadas;
• Indicador de pressa; todos os extintores que possuem esse indicador devem ser verificados se o mesmo está na posição correta , com o ponteiro na área verde;
• O extintor não deve apresentar sinais de ferrugem ou amassados.


VERIFICAÇÃO DA CARGA DE EXTINTORES DE INCÊNDIO


Muitas pessoas possuem dúvidas de quando o extintor encontra-se descarregado e qual é o melhor momento para enviá-los para recarga, a verdade é que devemos estar sempre de olho. Os extintores devem ser inspecionados visualmente, sendo anotadas em uma ficha específica suas condições e quantidade de carga mensalmente.

Na inspeção visual devem-se verificar as condições da pintura, lacre, mangueiras, válvulas, mangotes, manômetros, etiquetas existentes (fabricante e Inmetro) e nas etiquetas verificar se o mesmo encontra-se dentro da validade permitida.




Os extintores podem perder a carga por um defeito não detectado ou por sua utilização, por isso durante a verificação mensal devemos inspecionar os manômetros, como mencionado anteriormente, observando a escala do manômetro:





Quando o ponteiro do manômetro estiver na posição vermelha significa que o extintor perdeu pressão ou que o mesmo foi utilizado. Ele deve ser encaminhado para manutenção.



Quando o extintor estiver na posição verde, significa que o extintor está pronto para o uso, contudo se passou da data recomendada para a manutenção o mesmo deve ser encaminhado mesmo assim.





Quando o ponteiro estiver no meio da escala branca (esta cor pode variar de branco, amarelo e vermelho dependendo do fabricante) significa que a pressão dentro do extintor subiu, contudo o mesmo é ensaiado com pressões acima do especificado e o extintor só precisará ser levado a manutenção neste caso, se o ponteiro estiver no final da escala branca, indicando o máximo de pressão tolerável.



As etiquetas abaixo são coladas junto ao corpo do extintor e nelas é marcada, pela empresa responsável, a data para a próxima manutenção e teste hidrostático.